terça-feira, 4 de novembro de 2025

NO TEMPO DAS SERENATAS

 


NO TEMPO DAS SERENATAS

Lembrando fico, às vezes, do passado,
de coisas que se não cogitam mais,
de coisas boas, que esse tempo, alado,
levou de mim e nem deixou sinais.

Isso é saudade? – Sim, não é pecado,
são lembranças que saltam dos anais
de minha história, quando fui moldado,
memórias de meus anos joviais.

Ouviam-se cantar canções tão belas!
Violões choravam de paixão nas ruas,
e moças suspiravam, todas elas.

A lua muito linda, cor de prata,
molhava de sereno as cordas nuas
de um violão choroso em serenata.

Raymundo Salles 
Cadeira 18 - Ineifran Varão

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