NO TEMPO DAS SERENATAS
Lembrando fico, às vezes, do passado,
de coisas que se não cogitam mais,
de coisas boas, que esse tempo, alado,
levou de mim e nem deixou sinais.
Isso é saudade? – Sim, não é pecado,
são lembranças que saltam dos anais
de minha história, quando fui moldado,
memórias de meus anos joviais.
Ouviam-se cantar canções tão belas!
Violões choravam de paixão nas ruas,
e moças suspiravam, todas elas.
A lua muito linda, cor de prata,
molhava de sereno as cordas nuas
de um violão choroso em serenata.
Raymundo Salles
Cadeira 18 - Ineifran Varão

Nenhum comentário:
Postar um comentário