terça-feira, 4 de novembro de 2025

TEMPO DE AMOR À TARDE

 


TEMPO DE AMOR À TARDE

Meu coração em tuas mãos deponho
para sentir no peito aqui defronte 
ao esperado corpo deste sonho, 
a pulsação da artéria em pura fonte. 

Para este encontro oculto vens risonho;
mas a ninguém, te peço, nada conte;  
se chegas tarde, a culpa não te ponho. 
Só sei dizer que beijos tenho um monte. 

Horas passadas pedem bom repouso. 
Por timidez, revelo ter o pejo. 
Pedir-te um tempo, além do plano, eu ouso.

Bem abraçados, sinto o teu pulsar;
cabeça ao colo, sabes que eu desejo.
Precisas ir, entende se eu chorar. 

Silvia Araújo Motta
Cadeira 8 - Guilherme de Almeida.

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