TEMPO DE AMOR À TARDE
Meu coração em tuas mãos deponho
para sentir no peito aqui defronte
ao esperado corpo deste sonho,
a pulsação da artéria em pura fonte.
Para este encontro oculto vens risonho;
mas a ninguém, te peço, nada conte;
se chegas tarde, a culpa não te ponho.
Só sei dizer que beijos tenho um monte.
Horas passadas pedem bom repouso.
Por timidez, revelo ter o pejo.
Pedir-te um tempo, além do plano, eu ouso.
Bem abraçados, sinto o teu pulsar;
cabeça ao colo, sabes que eu desejo.
Precisas ir, entende se eu chorar.
Silvia Araújo Motta
Cadeira 8 - Guilherme de Almeida.

O amor está no ar, pela manhã, tarde ou noite.
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