É TEMPO
É tempo de floradas nas campinas,
nos bosques, nos pomares... Que fartura!
E os vales se revestem de verdura,
régias renovações primaverinas.
É tempo do cantar das sururinas,
arautas deste instante de ventura,
a proclamar o término da agrura
da seca sob as águas setembrinas.
É tempo de sorver em plenitude
as dádivas ditosas do momento
e poder desfrutá-las a contento.
É tempo de buscar a completude
do ser e não viver em contratempo,
mas de alma plena neste novo tempo.
Paulino Lima
Cadeira n.° 1 - Castro Alves

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