quinta-feira, 23 de julho de 2026

AS ROSAS, O BEIJA-FLOR E O POETA

 

As rosas, ao fluir o seu perfume,
com os olores como são nascidas,
de pronto o beija-flor, ao seu costume,
vem beijá-las em vezes repetidas.

Sua tarefa nisso se resume,
mas são todas as flores acolhidas,
para não provocar qualquer ciúme
por ter o beija-flor as preferidas.

Não há na natureza tal perigo
que só o ser humano traz consigo,
entre os maus-tratos tantos que colima.

Contudo, pelo amor que tenho às flores,
mesmo com outros nomes multicores,
professo pelas rosas terna estima.

José Walter Pires
cadeira 34, patrono Sá de Miranda

Uma inspiração repentina ao ver
um beija-flor no meu quintal.
A minha metáfora é a igualdade.

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