segunda-feira, 7 de setembro de 2026

“FELICITAS QUAE SERA TAMEN”

 

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Paulino Lima – Cadeira 1
Patrono: Castro Alves

Divago sobre o meu nascimento,
os momentos de altos e baixos que vivi,
o momento atual e a esperança
num futuro melhor.

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RELATO DE UM SONÂMBULO

 
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Carlos Alberto Cavalcanti – Cadeira 27
Patrono Antero Quental


Soneto a partir de conjecturas sentimentais,
onde o eu lírico (insone)
ouve um sonâmbulo (romântico)...

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PERDAS

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Marlene Reis - Cadeira 26 patrono
Patrono - Du Bocage.


Pensando em tudo
que se perde na vida,
tive essa inspiração,
para escrever este soneto.

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DUAS PRESENÇAS

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Paulo Maurício G. Silva - Cadeira N 03
Patrono Alphonsus De Guimarães

Dedicatória a duas presenças que,
nos meus dias mais difíceis,
me fizeram companhia,
e permanecem comigo até então.

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REMORSOS ANTIGOS

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José Erato - Cadeira 25 –
Patrono Vicente de Carvalho
 
O eu lírico discorre
sobre os remorsos
que carrega por perder
um grande amor
em consequência
da própria negligência.

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COISA PEQUENA


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Aila Brito - Cadeira 32
Patrona - Auta de Sousa


"COISA PEQUENA"
mostra que a felicidade
está nas coisas simples e cotidianas.
Ela aparece no pão quentinho,
no café da madrugada, na companhia,
no carinho e nos pequenos gestos.
Mesmo em momentos difíceis,
como num "deserto",
ela conforta. Enfim, a felicidade é aquilo
que esperamos e que refloresce
no amor, como uma primavera.

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ILLUSÃO D’ASPHODELUS

 


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Bruno Fagundes Valine - Cadeira Nº 38 
Patrono Gonçalves Dias


O eu-lírico esclarece que,
ao invés de escolher o caminho da bondade
ou da maldade,
optou pelo caminho da neutralidade:
ele não julga as escolhas dos outros
nem tenta persuadir ninguém
a seguir o caminho dos neutros.

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SORRISO TRISTE

 

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Janete Sales - Cadeira 5
Patrono Augusto dos Anjos


Nem todo sorriso traduz felicidade;
muitas vezes, ele apenas
esconde dores e tristezas
que se procura disfarçar.
No último terceto, surge a solidão da noite:
diante do espelho, a máscara cai
e a verdade sobressai.
No lugar do sorriso, 
fica à mostra apenas a dor...

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AUSÊNCIA DA INSPIRAÇÃO


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José Walter Pires - Cadeira 34
Patrono Sá de Miranda.

Este soneto nasceu da minha falta
de inspiração na abordagem
de outro tema.
Aliás, uma queixa corriqueira de muitos!

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JOÃO MARCOS E LAVÍNIA

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Raymundo Salles - Cadeira 18 
Patrono Ineifran Varão


Quando os meus netos vêem
me dão muita alegria, quando se vão,
muita saudade. Foi neste momento
que me veio à tona este soneto.

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INSPIRAÇÃO


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Basilina pereira -Cadeira 33
Patrono: Jorge de Lima

Sinopse: o que o poeta sente
ao escrever: descobertas, ansiedade;
crença na possibilidade frente
a sua vontade de traduzir
seus sentimentos.
Inspiração? Será que existe?

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SENESCÊNCIA

 
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Edir Pina de Barros
Cadeira n. 6 – Cecilia Meireles

A imagem especular de minha face
trouxe-me uma reflexão
sobre o envelhecimento,
as perdas, as permanências, os ganhos.

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VERSO REFINADO


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Geisa Alves
Cadeira n.23 - Artur Azevedo


Este soneto nasceu
da reflexão sobre o mistério
da criação poética.
Nele, procurei retratar o instante
em que a emoção se converte
em palavra e, entre a beleza e a dor,
o verso encontra sua forma mais autêntica.

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