“Em que pensa Carlota após a valsa?”
– Castro Alves –
Ela medita cheia de incerteza,
à janela com flores em guirlanda…
Vem o sopro da tarde azul–turquesa
e um perfume levíssimo ciranda.
O que pensa, o que sente, junto à mesa,
com a lâmpada a arder suave, branda…?
Uma lágrima vem-lhe aos olhos presa...
Caem flores nas sombras da varanda,
quando murmura o entardecer vazio,
e a guirlanda balança-se, estremece…
Vão nuvens... vem um toque... um arrepio...
depois o pensamento, feito prece.
O que medita o seu olhar sem brio,
agora quando o pranto resplandece?
Paulo Maurício G Silva - Cadeira 03
– Castro Alves –
Ela medita cheia de incerteza,
à janela com flores em guirlanda…
Vem o sopro da tarde azul–turquesa
e um perfume levíssimo ciranda.
O que pensa, o que sente, junto à mesa,
com a lâmpada a arder suave, branda…?
Uma lágrima vem-lhe aos olhos presa...
Caem flores nas sombras da varanda,
quando murmura o entardecer vazio,
e a guirlanda balança-se, estremece…
Vão nuvens... vem um toque... um arrepio...
depois o pensamento, feito prece.
O que medita o seu olhar sem brio,
agora quando o pranto resplandece?
Paulo Maurício G Silva - Cadeira 03
Patrono: Alphonsus De Guimarães
(O presente soneto se trata
de uma interação poética
com o “Remorsos” de Castro Alves.)

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