Quase em ruínas, vejo o casarão
rebobinando o tempo em que desenho,
em minha mente, aquele velho engenho
onde a saudade fica de plantão.
De longe, ouvia os brados do barão
que não cessava de franzir o cenho...
Resgato tudo, quando aqui eu venho,
jogando o tempo para a contramão.
rebobinando o tempo em que desenho,
em minha mente, aquele velho engenho
onde a saudade fica de plantão.
De longe, ouvia os brados do barão
que não cessava de franzir o cenho...
Resgato tudo, quando aqui eu venho,
jogando o tempo para a contramão.
Ainda escuto a voz que não se cala
dos ultrajados negros da senzala,
ao lado da capela surda e omissa.
Ainda agora, repetindo, eu vejo
o idoso padre, ao banzo do cortejo,
que sangue negro não merece missa.
Adilson Costa - Cadeira nº 21
Patrono - Euclides da Cunha
Descrição do Engenho Redenção,
no município de minha moradia
( São Lourenço da Mata -Pernambuco, )
desde os 04 anos de idade, em 1972.
O velho casarão, quase em ruínas,
ainda invoca as reminiscências
dos tempos de meus avós,
de um Brasil ainda império
e de um sistema escravagista.
dos ultrajados negros da senzala,
ao lado da capela surda e omissa.
Ainda agora, repetindo, eu vejo
o idoso padre, ao banzo do cortejo,
que sangue negro não merece missa.
Adilson Costa - Cadeira nº 21
Patrono - Euclides da Cunha
Descrição do Engenho Redenção,
no município de minha moradia
( São Lourenço da Mata -Pernambuco, )
desde os 04 anos de idade, em 1972.
O velho casarão, quase em ruínas,
ainda invoca as reminiscências
dos tempos de meus avós,
de um Brasil ainda império
e de um sistema escravagista.

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